Data marcante, quanto mais não fosse porque o meu filho faz 20 meses! Está um homem feito no dia em que se comemora a revolução dos cravos, o dia da liberdade, ou o que queiram chamar... Para mim é um dia muito especial. Vivi em Santarém um ambiente que chorava de alegria cada vez que se falava dos acontecimentos vividos nesta data em 1974. Lembro pais, família, professores, falarem do que se passava antes, e de todas as emoções sentidas quando se abriram as portas à liberdade. Quando, agora transmito aos meus alunos esses conhecimentos adquiridos através da história familiar e escolar, sinto as mesmas emoções que os transmissores me passaram. E noto que eles gostam de saber e aprender estes factos, de ouvir as canções e de observar os vídeos e imagens, relatando, depois, aquilo que os próprios pais e avós lhes contaram.
Mas, neste 25 de Abril, o meu Xogu não está comigo. Os pais comemoram 3 anos de "casamento" e por isso a avó Letinha toma conta do seu menino. É a primeira vez que estou tanto tempo longe do meu filhote... Mas sabe bem estar com o meu namorado, marido, companheiro, melhor amigo. Fomos passear à praia das minhas memórias, da minha infância: Praia de Pedrógão. Foi bom rever aqueles espaços tantas vezes pisados e revisitados nas minhas memórias. Há muito que não ia lá e foi bom apresentá-lo ao meu "amigo". Pena é que as portadas, janelas e estores estivessem fechados na grande maioria das casas, dando um aspecto muito abandonado.
Outra visita às arrecadações da minha memória foi a recepção de um email de uma amigo que não vejo há muito. Mudanças da vida levaram-me para as Caldas e levaram-no para Amsterdão, onde finalmente me parece muito mais feliz. Recebi dele o encaminhamento para um site que está a recolher 200 histórias de gays que saíram do "armário". A história dele é muito especial e atípica. É uma história marcante para quem o conhece e a leu. O Site é http://www.partilhate.com/ . A história é pessoal. Saindo no livro quem quiser lerá, mas não a irei expor aqui. De qualquer forma como amiga e como mãe fiquei mesmo emocionada e respeito-o ainda mais. A ele e aos que "entraram" naquela história, tornando-o uma pessoa melhor.
Por último (acho eu!) um momento delicioso do dia foi a realização do nosso jantar a dois. Ele deu o mote e eu coloquei em prática, porque também sei fazer umas coisas! E aqui está a receita:
1 queijo feta
4 febras de porco
azeitonas pretas em rodelas q.b.
alho em pó
pimenta preta moída na altura
sal grosso q.b.
pão ralado com ervas (compra-se já em saquinhos)
sementes de sésamo
palitos para espetadas
Numa tábua abrem-se as febras. Temperam-se com sal, pimenta, alho em pó. No centro de cada uma colocam-se pedaços de queijo feta (desfeitos, esfarelados) e por cima deles as rodelas de azeitonas, a gosto. Enrolam-se as febras, fechando-as com o palito. Aqui é precisa alguma perícia para a coisa não desmanchar, nem desfazer! Depois passam-se as febras por ovo e pelo pão ralado misturado com as sementes. Numa frigideira coloca-se azeite e margarina e quando estiver quente, colocam-se as febras, para dourar. Quando estiverem douradas colocam-se num pirez, coberto com papel vegetal. Na frigideira coloquei, então, mais algum azeite e margarina e um cálice de vinho do Porto. Deixei borbulhar (não conheço outro termo!) durante algum tempo e depois juntei alguma farinha (a "olho") para o encorpar. Temperei com sal fino e pimenta preta. Ficou mais tipo pasta e depois barrei a parte de cima das febras com essa pasta. O forno aquece-se a 200ºC e depois, quando se colocam as febras, reduz-se a temperatura para 170ºC.
Servi esta receita com umas couves salteadas em azeite e alho (bastante) e com uns tomates cereja cortados em metades, temperados com flor de sal, óregãos e azeite. O Ric insitiu em comer com batatas fritas!
E é com essas imagens que vos deixo...
Bom fim de semana em liberdade...
Boa semana!
2 comentários:
Parabens Sarinha e parabens Ricardo e parabens ao xoguizinho bebe!
Parabéns aos três...e o jantar tem um aspecto fabuloso!
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