Historicamente este dia marcava os direitos adquiridos pelos trabalhadores, após décadas, senão mesmo séculos, de lutas sociais. Era, portanto, um dia para os trabalhadores celebrarem e relembrarem tudo o que foi ganho com esforço. É de recordar que em pleno século XIX, as pessoas ainda trabalhavam 7 dias por semana, sem limite de horas (soa familiar?!), sem direito a assistência caso ficassem doentes, sem direito a subsídios de desemprego (havemos de lá voltar!). Foi em 1886 que as coisas mudaram e os trabalhadores saíram à rua para conquistarem os seus direitos.
Em pequena todos os 1º de Maio ia em rumo a Torres Novas para participar numa manifestação, seguida de uma corrida em que o meu pai participava sempre, e de uma febra e sardinha no pão, numa festa que celebrava esta data. Para mim foi sempre marcante. Nascida numa família altamente comunista este dia nunca passou em branco e, devo admitir, que foi com algum choque que hoje vi a maioria do comércio da cidade aberto, apesar de compreender os lojistas... Quando eu trabalhava no comércio lembro-me que fechávamos em dois dias: no Natal e no 1.º de Maio!
Mas enfim... sinais de mudança... será que o meu filho ainda conseguirá perceber o intuito desta data, ou para ele não passará de um feriado em poderá ficar em casa e não ir à escola?
*s
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